quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ACORDEI EM 2010

Com Felipe Klamt

Seu menino. Tive um sonho agoniado, suado, estava em um lugar estranho.

Tinha um portão com uma placa anunciando que eu adentrava em Trucussu do Norte, terra de ninguém, feito para quem não tem atento, sem respeito pelo dos outros.

Logo na entrada, fazendo às vezes de porteiro estava uma figura que gosta de ser conhecido como o dono de todos, por enquanto, ganhou esta função devido a uma cunhabilidade.

O local tinha um cheiro forte, parecido com lama fervida. Quem sabe poderia ser aquele produto de sedimento líquido com aparência de borra muito reconhecida por especialistas barbudos. Se pudesse voltaria da porta, que inhaca.

De repente me assustei com um monte de socialista saindo assustados de um castelo, era uma carreira de louco para fugir de promessas de campanha. Isto é o que acontece quando companheiro quer ter bico grande para enfiar onde não deve.

Como em um passe de mágica estava no meio de uma passeata, gritando palavras de ordem, indignado com uma armação que tinha um bigodão e um cabeção sufocado por uma barba nojenta para dar um palácio a uma Branca. Observei que não era a de neve.

Era uma situação estranha, os protestantes utilizavam balaios para defender-se de nuvens negras que transpassava os corpos dos legítimos. Parecia mandinga braba.

Antes de mudar a imagem, ainda escutei um forte som de tambores.

Fez um clarão. Como eu gostaria de acordar neste momento. Olhei para frente e tinha milhares de televisores repetindo a mesma notícia de desenvolvimento empresarial. Assistia aquela peta engenhosa, sufocado, querendo denunciar o plágio da turma de ocupação.

Parecia que não conseguiria sair daquele inferno, eram gritos vindos dos aparelhos dizendo que tínhamos segurança, ao mesmo tempo aparecia um monte de gente sendo roubada, que o povo não teria mais doenças e surgiam milhares de doentes querendo encontrar hospitais imaginários.

Os meus pés estavam enlameados, sentia náuseas daquele cheiro e minha cabeça parecia rodar com tanta maldade. Conseguia ver e identificar os maldosos perturbadores do meu sagrado repouso, como eles divertiam-se.

Comecei andar bem rápido, tentava sair daquele turbilhão de imagens ruins e de repente consegui abrir os meus olhos. Estava no ano de 2010.

Ainda bem que foi somente um pesadelo. Será?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

MATINÊ DO LULA

Com Felipe Klamt

Perguntar não ofende....

"Ué... Vão cobrar ingresso no filme do Lula? O horário eleitoral não é gratuito? "
Com imagem Orio de Janeiro

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

EU QUERO NO NATAL

Com Felipe Klamt

A figura mais procurada neste período é o Papai Noel. Imaginem a pressão para o bom velhinho.

Normalmente fazemos uma cartinha pedindo novos presentes, aquilo que não temos e sempre desejamos. Não é verdade?

Comecei a fazer a minha lista para enviar por meio do correio a terra do Noel, pensei em pedir um computador novo, mas, verifiquei que o atual ainda serve para escrever sobre os fatos do Maranhão, quem sabe uma máquina fotográfica mais moderna seria a melhor pedida, olhando para ela conclui que a minha velha companheira ainda vai registrar muitas “coisas”.

Achei que neste Natal passaria sem ter o que pedir. Tenho um pouco de tudo e nada estava fazendo falta. Que engano.

Descobri que na verdade gostaria de recuperar o que foi roubado do nosso povo e dentro das possibilidades o treno natalino levaria embora esta turma que ocupa novamente um espaço que nunca, jamais, pertenceu a eles.


O verdadeiro barba branca poderia devolver os direitos básicos dos maranhenses, como votar nos seus representantes sem ver as armações com um ministro barbudo para tomar o poder, não deixar os nossos recursos serem surrupiados e quem sabe dar um pito no outro barbudo que vem dentro das nossas casas para dizer que somos uns tipos de qualidade, digamos, boiantes.

Desisti de pedir, vendo o tamanho da lista que estes larápios dos sonhos de liberdade carregaram de cada pessoa digna desta terra. Melhor continuar enfrentando para conquistarmos os nossos direitos.

Mesmo com a nossa população sem a sua alimentação diária, necessitando de saúde, procurando segurança e com as nossas crianças morando em casas de palha temos o direito de viver as emoções do Natal.


Talvez Papai Noel não consiga devolver estes sonhos. A missão deve ser para seres superiores. Então, vamos unir as nossas mãos, orar, confraternizar e desejar um Feliz Natal.

Com imagem site Baboseira

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MARCELO - BOM DE BRIGA

Com Felipe Klamt

Estava demorando. Faltava somente o Marcelo Tavares.


Tem todo tipo atacando, deputado que faz a serventia da Branca, jornalistas que não conseguiram receber o jabá por fora, blogueiros recebendo da tropa de ocupação e agora presidente de poder fazendo graça para ter mais uma pontinha na imprensa.

Insistem na utilização dos servidores da Casa do Povo para denegrirem a gestão do Marcelo Tavares, que eu saiba houve dois aumentos no contracheque e não apareceu um esquema de contrato para ser denunciado. Ainda teve a palhaçada de um partido que não conseguiu espaço e fica prometendo vingança.

A discussão de quem iria ocupar o antigo prédio da assembléia começou no governo do Jackson Lago. Exatamente o presidente Isaias Pereirinha disputava com os Conselhos Estaduais a ocupação do espaço, desistiu quando descobriu que o executivo estadual jamais pagaria a reforma e a compra dos equipamentos. Esperto, não?

Que esta turma fina, astuciosa e malandra está prestando serviço ao grupo que sempre utilizou a verba do legislativo para seus esquemas, isto, ninguém tem dúvida.

Agora, achar que o deputado Marcelo Tavares e seu grupo político vão ficar quietos com mais esta armação, isto, podem esquecer.

Com foto Felipe Klamt - Encontro Estadual do PC do B - 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ESPANDONGAR A CORTE

Sem broncas

Com a Coluna O Estado Maior

Errou feio quem apostou que a eleição do novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) agitaria o Pleno do Tribunal de Justiça (TJ). A tensão que dominou a sessão foi quase imperceptível, tendo os desembargadores Raimundo Cutrim e Nelma Sarney mantido a liturgia do bom comportamento. Nenhum dos dois levantou qualquer óbice ao pleito.
Com broncas
Com Felipe Klamt
Não estou preocupado como a família Sarney, leia-se Nelma e Ronald, esta pensando em dar o troco aos da família Cutrim. A posição de presidente do TRE era fundamental para pressionar os políticos, principalmente os prefeitos, a continuar dizer “Sim Senhora” minha Branca e para comandarem as maracutaias nas eleições de 2010.

Sabemos da preferência deste povo em comer no prato frio, que as futuras notícias sobre a família Cutrim, mesmo que sejam verdades, devem ser lidas como a mais pura vingança pela ousadia, deboche, cara-de-pau, atrevimento, coragem.............

Em terem atrapalhado os planos da família.

domingo, 13 de dezembro de 2009

ESCULHAMBAÇÃO COM FEIJOADA


Com Felipe Klamt

Como esta terra está uma esculhambação nada melhor que chamar o Seu Gomes para fazer uma feijoada.

Prato apetitoso que entra de tudo, de vez em quando o suor de quem prepara o cozido. Para muitos este é um prato espetacular, talvez eles não saibam o que vai dentro. Haja gordura e como demora para ficar pronto. Tempo certo para escrever mais cartinha para a caríssima amiga.

Dependendo do tamanho do caldeirão talvez seja preciso chamar mais de 999 homens para dar uma mexidinha e misturar os ingredientes participantes, quem esta por cima vai para baixo, uma verdadeira suruba para saber quem vai ser bem servido primeiro.

As opiniões de como fazer a iguaria vão continuar, cada um quer comer ao seu gosto. Tipo uma joelhada a mais, um rabo preso e bem torcido, pode-se colocar até mais de um pé, dependendo da força em que é empurrado no espaço já preenchido do panelão. E o bicho continua borbulhando.

Sabemos que o paladar é muito importante na aceitação de uma boa comida, o que não dizer do olfato que atrai os gulosos, nesta preparação a turma da cozinha já tem um expert barbudo que sente o cheiro da coisa a distância. Principalmente se tiver muito povo por perto cheirando mal.

O importante é deixar o narigudo ir embora sem identificar a origem do mal cheiro, quem sabe dando umas cachacinhas entope as narinas e desrregula de vez para manter tanta maluquice. E olha que ele citou uma palavrinha sobre os pedintes companheiros do Maranhão.

De vez em quando aparece um ossinho para prejudicar uma ponte dentária, neste caso foi identificado o autor da obra, com a vantagem que nem precisa inaugurar novamente a restauração. Se bem que caso a feijoada não fique apetitosa dizem que os erros destes cozinheiros serão menores de outros que já estiveram na quentura da panela.

Parece que o escolhido foi o feijão preto, que juntos criam uma irmandade, somente espera-se que a qualidade nomeada não seja secreta, neste caso o produto será tipo made in Brasília. Apesar de que as toxinas encontradas nos ingredientes possam ser mais ativos, problema menor para à saúde com tanto remédio e recursos indo privada abaixo.

Problema maior poderá acontecer com a falta de segurança na fila dos comedores que neste momento já está de perder de vista, mesmo sendo um caldeirão grande, sem miséria na hora de acrescentar mais um ingrediente para satisfazer uma boquinha amiga e literalmente doado pelo povo. O detalhe mais importante é que a classe popular não vai degustar nem o caldinho.

Pelas conversas, parece que não vai faltar lenha neste cozimento, o problema desta turma de ocupação culinária vai ser segurar o trio da vigilância sanitária formada pelo Marcelo Tavares, o Rubens Júnior e o Edivaldo Holanda que não aceitam ser convidados para esta mesa e querem ver como vai ser cozido este chouriço pago pelo povo que vive boiando.

Com imagem site Palavras Sussuradas

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

SAMUEL - ELE FOI CHAMADO

Com Felipe Klamt

Quem fala, encanta

De repente as pessoas começaram a fazer silêncio. Algo os atraia.
Parecia que uma metralhadora soltava palavras, que todos os fatos iriam ser finalmente relatados naquele momento.

Assistia, quieto, no final do salão, aquela transformação de participação. Era o dia da posse dos primeiros membros do Cejovem. Um marco histórico para esta geração.

Apesar de não ter sido convidado oficialmente, estava citado com carinho naquele riscado, traduzido no discurso que marcaria a conquista dos movimentos jovens do Maranhão.

Quem estava com o poder da palavra naquele momento era o Samuel, menino jovem do sertão, com seu terno acompanhado de uma gravata vermelha que dava um aspecto senhorio misturado a uma vontade revolucionária de ser.

A verdade é que aquela cerimônia não refletia a história daquele jovem. Na verdade, este determinado conquistador de espaços estava muito antes na multidão que participava da Caravana da Juventude. O interessante é que entre tantos, conseguia demonstrar a sua liderança e eu, novamente, somente observando.

Sabemos que a luta leva os decididos a conquista de espaços. Recebi a notícia que esta figura de grande capacidade está gestor público. Nada mais justo.

Lembro ao abnegado parceiro que os papéis inverteram, o cobrador de políticas vai ser cobrado.

Mais do que isto, este cargo vem com uma representatividade, a da juventude. Os olhos deste movimento estão preparados para julgar, os ouvidos para saberem das atitudes e as bocas para formarem as opiniões.

Acredito que ele vai descobrir que o segmento de juventude não está como o mais complicado, quando ele sentir o peso da cadeira em estar negociando com os profissionais que cuidam da assistência social é que vai amadurecer como dirigente. Eles sabem como devem ser aplicadas as políticas públicas.

Para não alongar, quem vai para o teste é ele. Que seja camarada, que não perca a sua essência.

Eu, bem, continuarei no fundo do salão para quando ele precisar novamente do amigo.

Com o pensamento em Samuel Bastos de Coelho Neto - MA

VAMOS DE PAULO CÉSAR CARBONARI

DIREITOS HUMANOS E AMBIENTE NATURAL

Com Paulo César Carbonari

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pelas Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, completa 61 anos com um desafio que, mesmo não sendo novo, talvez seja o maior dos últimos tempos: conjugar direitos humanos com direito ao ambiente natural sadio e sustentável. Coincidentemente, o aniversário da Declaração ocorre no mesmo período da realização da Conferência Mundial sobre Clima, em Copenhague.

Os chefes dos países do mundo se encontram, sob os auspícios da mesma ONU que proclamou os direitos humanos como sendo universais, indivisíveis e interdependentes, para discutir um acordo mundial que permita enfrentar os desafios dos desequilíbrios ambientais decorrentes do aquecimento global. Fazer acordo sobre metas para redução da emissão de gás carbônico, que se espera seja um resultado efetivo da Conferência, é só uma parte, mesmo que difícil, do desafio que precisa ser enfrentado, não mais somente para preservar e proteger a diversidade dos seres vivos do ambiente natural. Neste sentido, refletir sobre direitos humanos neste contexto é, acima de tudo, dizer com ênfase que, se não houver atitudes e compromissos consistentes e factíveis que viabilizem novas atitudes e novos rumos no processo de desenvolvimento no mundo, em algumas décadas teremos que nos reunir para, ironicamente, refletir sobre como preservar os humanos, dado que é direta a relação de proporção entre o aumento da destruição do meio ambiente e a precarização e inviabilização da realização dos direitos humanos.

Franz Hinkelammert, filósofo e teólogo, construiu uma metáfora forte para dizer das consequências da falta de atenção para estas questões, sobretudo numa sociedade centrada no produtivismo, na competição e no consumismo. Ele diz: “Estamos como dois competidores que estão sentados cada um sobre um galho de uma árvore, cortando-o. O mais eficiente será aquele que conseguir cortar primeiro, com maior rapidez, o galho sobre o qual está sentado. Cairá primeiro, mesmo que tenha ganho a corrida pela eficiência” (1995, p. 274). Mesmo que o fim que move o corte do galho seja bom (produzir lenha para aquecer a humanidade, por exemplo), o fato é que fazê-lo no contexto descrito é produzir o mal. Assim que, acima de tudo, está em jogo enfrentar a lógica meio-fim que a tudo submete aos interesses da eficiência e da eficácia. Continuar assim é confirmar que, em quatro décadas, teremos um bilhão de pessoas que terão deixado suas casas, forçadas a se tornarem refugiados do clima, como prevê a Organização Internacional para a Migração (OIM), em relatório divulgado esta semana.

Recentemente o Prêmio Nobel da Paz, Perez Esquivel, em entrevista publicada pela Revista Veja, enfatizou que o desafio do século XXI é exatamente compatibilizar os direitos humanos com a proteção e preservação do meio ambiente. Inclusive propôs que crimes ambientais venham a ser julgados pelos mesmos tribunais encarregados pelo julgamento de crimes contra a humanidade. O argumento é forte: crimes ambientais inviabilizam, além da vida natural, a vida humana, são crimes contra a humanidade.

Diante disso, o desafio do Dia Mundial dos Direitos Humanos é exatamente mobilizar consciências e corações para compreender que o direito ao ambiente natural sadio e sustentável é parte dos direitos humanos e que, a não garantia deste direito compromete a realização do conjunto dos direitos humanos. Está em jogo, portanto, convencer cada vez mais pessoas para que construam uma nova ética, uma “nova casa” comum, novas relações entre os humanos e destes com o ambiente natural. Isso de tal forma a produzir uma nova cultura na qual a dignidade da vida não possa ser subjugada a qualquer tipo de interesse, por mais aparentemente bom que seja. Este haveria de ser o compromisso de todos quantos entendemos que sem ambiente natural não há direitos humanos e que, sem direitos humanos, de nada adianta preservar o ambiente natural.

Como Professor de filosofia no IFIBE, defensor de direitos humanos na CDHPF e MNDH.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

VAMOS DE MHÁRION LINCOLN - CADÊ A MINHA HISTÓRIA?

Com Mhário Lincoln

“Exu intercedei junto a Olódùmarè e lhe peça para abrir os olhos de quem nos governa. São Jorge, Ogum, sejam flecheiros da bemquerença e tirem o floco de neve do pezinho da formiguinha…...”


ALÔ AMIGOS, estou em São Luís-Ma. Uma vida literária e folclórica intensa. Aqui, revejo amigos de infância, colegas de formatura e amigos do jornal e tv. Sinto-me verdadeiramente em casa. Só fico triste quando vejo a mesma coisa de anos acontecerem neste pedaço de terra. Nada ou pouca coisa realmente mudou: o mar belisca cada vez mais fundo a calçada da avenida litorânea sem manutenção. O cheiro da Lagoa da Jansen ainda se entranha na beleza verde do local. Poucas luzes iluminam o Centro-Patrimônio Histórico da Humanidade. Nas avenidas, algumas cópias de longos pedaços da lua-cheia. Os monumentos históricos pichados, abandonados ou retirados. Ei, onde está a velha Athenas Brasileira? O busto de Maria Firmina?

Faltou por 1 dia inteiro água no prédio onde fico. Luz, essa vez por outra me faz lembrar as serenatas ao luar que fazia quando jovem. O atendimento profissional é de provocar dor-de-cabeça. Lembrei da cuspalhada de um motorista de taxi desavisado pela janela afora, indo o cuspe amealhar-se no paletó de riscado de um Diplomata Suiço em visita ao Estado.

Vi a solidão sombria do mendigo à porta da igreja, estendendo a mão sem retorno. Do bêbado implorando o cigarro à porta de um bar da moda. O doente imolando-se na ferida da perna: “uma esmola pelo amor de Deus”.

De longe olhei Mario Fantasma vestido com a camisa do Sampaio, calção e meiões do Moto Clube e boné do MAC, os principais times de futebol da capital. Ainda parei para ouvir os clamores de um ex-jogador, aleijado, brigando na esquina por nossos destroçados times de futebol. Por onde andam Hamilton, Baezinho, o grande meia Rosclin, Raimundinho, o goleiro Marcial, o inesquecível Cabecinha que fez 26 gols enquanto estava no Sampaio Correia Futebol Clube e tantos outros que a história trazida pelo sopro do vento, no canto da viração, nos faz lembrar? Bem que poderiam estar em alma pendurados nas paredes de concreto do Panteon Bandeira Tribuzzi, enterrado nos confins da Praia da Ponta D’areia. O Castelão não tem mais o urro do boi tricolor ou vermelho-e-preto num dos maiores clássicos que o Nodeste já assistiu jogar.

Revi a prostituta sentada horas à fio na calçada da fama. E meus pés afundavam no fétido esgoto a céu aberto, lépido, correndo em busca do mar, à frente. Procura-se uma praia para tomar banho de água salgada. Salgada! Minha escolha foi única: mergulhar entre um aviso e outro de Impróprio para Banho.E de lá, vindo do único mergulho a que a coragem me submeteu, vi, ainda, um rapaz urinando debaixo do coqueiro para adubar a planta. Já na avenida, um carro de placa especial pára no estacionamento de deficientes, enquanto o cadeirante verdadeiro é carregado por boas almas, a fim de superar o intransponível meio-fio.

O sol, esse em toda época do ano, não cansa de enganar ratificando que no Maranhão “até o Céu Mente”, do saudoso Padre Antonio Vieira em seu Sermão aos Peixes. De repente tudo escurece e cai um pé d’água daqueles. Então é um tal de pular poça aqui, driblar enxurrada acolá, bueiros entupidos pela insaciável ganância de alguns. Uma tempestade insana que – dizem – emudeceu até os sinos da cidade. Sim, notei isso: os sinos de muitas Igrejas emudeceram. A hora do angelus não tem mais fundo musical.

Como não tem mais as estudantes do Rosa Castro, do Liceu, do São Luís, do Atheneu, nos paquerando das escadas greco-romanas da Biblioteca Pública, no Panteon dos Deuses da Literatura. O Teatro Arthur Azevêdo de imaculadas memórias repousa em paz encarando o que restou da antiga Faculdade de Direito do Maranhão, uma das mais antigas deste País. É a sina. A mesma sina paradoxal da rua da Saúde, onde ainda fornica o baixo meretrício. Ou da rua do Sol, onde a sombra é o extase, na tarde quente. Das flores, ou das Hortas, vítimas do implacável asfalto, coveiro das sementes que ainda insistiam em brotar.

Cadê Ana Jansen? Os cinemas Édem e Roxy? A chiquita Baiana? O Major Pereira, o Delegado Penha? Onde está minha história que vim desenterrar e ela, essa sim, mudou tanto? Submergiu na tromba d’água da boca do lobo, na rua onde nasci: Afogados. Foi levada pelo vento no rumo da croa, da Ponta D’areia e foi deitar nos braços do Rei D. Sebastião e no colo da Princesa Ina.

Axés, Orixás, Caboclos de pena. Encantados de Mina e Terecô. Encantados naturais, Pretos Velhos, Pai Joaquim, Pai Arruda, Tia Joana, Oxossis, Oxalás. Pais e Mães de Santo, Cambonos, intercedei por esta São Luís anfíbia, órfã de boa-vontade. Exu intercedei junto a Olódùmarè e lhe peça para abrir os olhos de quem nos governa. São Jorge, Ogum, sejam flecheiros da bemquerença e tirem o floco de neve do pezinho da formiguinha…

Como Editor-Chefe do Portal Mhário Lincoln do Brasil

VAMOS COM MAYRON RÉGIS

Com Mayron Régis
O “PARAISO AMBIENTAL” DA ALCOA

O mundo natural, para “alguns”, resume-se a uma série de ponderações sobre qual o melhor restaurante para almoçar ou qual melhor praia para se bronzear sem que se perca muito tempo.

Fica bem patente que se tentou evitar, na frase anterior, as generalizações que esborracham quaisquer raciocínios, sim, porque “alguns” não quer dizer todos e nem a maioria da sociedade.

Esse “alguns” quer dizer, simplesmente, segmentos da sociedade que aprisionam para si, para os bairros onde moram e para os seus locais de trabalho as melhores políticas públicas que a prefeitura, o governo do estado e em o governo federal abatem dos impostos pagos por todos, até porque como se sabe impostos são criados para sustentar a máquina estatal e não para melhorar as condições sócio-ambientais da população como um todo.

O discurso propende para a generalização, mas as políticas públicas, desde os anos oitenta, foram sacadas de seu contexto universal pelos órgãos de planejamento e pelas instituições de financiamento multilaterais e ganharam contornos de mera propaganda dos potenciais econômicos de uma ou outra região. Mero chamariz ou mero chafariz que se inaugura num dia e no outro já pregou.

A palavra “alguns” pretende metaforizar a privatização dos recursos naturais, financiada com dinheiro público, principalmente, mas a realidade compensa quaisquer figuras de linguagem.

Um dos consultores da STCP, lotado em Teresina, em uma das primeiras reuniões sobre o projeto da Suzano para o estado do Piaui, lembrava o dia em que o convidaram para trabalhar no estudo de impacto ambiental. De imediato associou nordeste e praia e pensou como folgaria depois de dias no batente da coleta de dados.

A imagem sobre a região nordeste veiculada pelos meios de comunicação de massa se atola no discurso preconcebido de que qualquer lugar fora dos centros urbanos seria um “paraíso” ambiental e que lá o povo vaga como em uma maré mansa. Esse é o invólucro que chega às mãos na forma de um folder e etc. Só que para um paraíso, os “alguns” vão num dia e voltam no outro. Para o trabalho, eles vão todos os dias. Quem ganha e quem perde com isso? Um “paraíso” ambiental protege exatamente o quê, pois enquanto milhares confluem para este “paraíso” outras tantas confluem para outras áreas que não apresentam nenhum status e depredam?

A ilha de São Luis, estado do Maranhão, está mais para os “paraísos fiscais”, onde são depositadas riquezas ilícitas. Com a ampliação da refinaria da Alumar, uma joint-venture da Alcoa, Alcan e Billiton, mais áreas na zona rural de São Luis vão servir de depósitos para os rejeitos. Uma dessas áreas é Aracáua. Ela faz parte da gleba Tibiri-Pedrinhas. A Alcoa faz questão da presença do presidente Lula na inauguração da ampliação.

Nessa área de 800 hectares, no começo dos anos 80, quando o governo do estado entregou toda a gleba para a Alcoa, moravam 300 famílias que hoje se espalham pela cidade de São Luis. Mesmo o governo do estado reconhecendo que essa área legalmente pertence à família do senhor Zé Carlos, os direitos dos moradores à indenização ou de voltarem à área nunca foram atendidos.

Na época do governo Jackson Lago, a Alumar se sentou com a SINCT e com a Procuradoria do Estado. Nessa reunião o governo tentava obter de volta parte gleba para a criação de assentamentos rurais, mas a Alumar desertou na hora da idéia.

Como assessor do Fórum Carajás

domingo, 29 de novembro de 2009

INTERFACE

Com Felipe Klamt

Pense em um encontro de comunicadores e de formadores de opinião em que muitos não tinham convivência, somente conhecimento virtual.

O primeiro ENBLOG – MA, realizado neste sábado, na cidade de São Mateus, conseguiu reunir jornalistas, blogueiros, marqueteiros, líderes de movimentos sindicais, de partidos e mais os curiosos desta nova ferramenta da comunicação chamada de blog.

A elaborada programação do encontro permitiu uma ampla discussão, com debates acalorados, sobre o passado e a atual situação da comunicação no Maranhão. Passando pelas formas de ampliar e fortalecer os blogs, a mais independente ferramenta de veiculação das notícias e expressão de pensamento.

Nenhum dos presentes dúvida que os blogs estejam no caminho de tornar-se em pouco tempo uma das maiores força de comunicação. Com este entendimento, surgiu a necessidade de formação da Rede Maranhense de Blogs para congregar o segmento e dinamizar os fatos acontecidos em todos os municípios.

Com o gosto de quero mais, fica o registro deste encontro de pensadores e anotadores do cotidiano social, econômico, cultural e político da nossa população. Que venham os próximos, tendo a participação de mais competentes blogueiros.

Vale acompanhar a matéria do encontro no Portal da Tribuna do Maranhão:


http://www.tribunadomaranhao.com.br/noticia/primeiro-encontro-de-blogueiros-do-ma-3287.html

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

BUMBA O JUÍZO

Com Felipe Klamt

“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Esta frase foi pronunciada pelo então secretário de Cultura do governo de José Reinaldo, em um evento no Auditório do Palácio Leões.

O conhecido Luiz Bulcão, novamente secretário de Cultura do governo de Roseana Sarney, esteve nesta semana conversando com um grupo de comunicadores e entre algumas explicações sobre o evento de bumba-meu-boi a ser realizado na Litorânea não soube responder a razão de não ser o puxador da festa.

Tentou explicar esta intervenção na sua pasta lembrando que o carnaval de Rua em São Luís foi organizado pelo secretário de Saúde, Ricardo Murad, claro que com os toques dele e do Godão. Coitados dos gregos.

O mais interessante é que nenhum dos profissionais que estavam, informalmente, conversando com ele, citaram o nome do gestor da Saúde.

DEFRONTE AOS FATOS

Lançamento do Jornal Vias de Fato

Lançamento do Livro Honoráveis Bandidos
Com Felipe Klamt

Acompanhei a publicação e postagens destas fotos em jornais e blogs, causando comentários de todas as formas, muitos com as notícias corretas sobre os acontecimentos e alguns utilizaram para denegrir a participação destas figuras públicas nestes históricos eventos.

Participei de ambos, como observador dos fatos e registrando estes movimentos. A realidade é que a fotografia tem o poder de ampliar as polêmicas.

Com fotos Felipe Klamt - 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NO TOCO

Com Felipe Klamt

Escuto alguns “profissionais” dos nossos costumes afirmarem que os maranhenses não gostam de trabalhar. Principalmente os do campo.

Os dados demonstram que a maioria da população reside na zona rural, então, podemos entender que temos a força de trabalho na roça. Roça de toco.

Nada melhor para um governo que vive armando em cima do seu povo ter os eleitores na miséria e com alto índice de analfabetismo.

De nada adianta ensinar aos camponeses somente ler e escrever, o necessário está em desenvolver o raciocínio e aprimorar a capacitação do trabalhador rural.

Antigamente este pessoal do poder judicial tinha a preocupação de quase obrigar o povo a aprender desenhar os seus nomes. Era a época da carretilha e do voto marcado.

Esta semana o parlamentar Rubens Pereira JR mostrou com todos os detalhes que estes mandatários reincidem em não demonstra interesse de fortalecer a nossa agricultura. Quando não acabam com a secretaria de Agricultura, como nos governos passados, dilapidam o orçamento da terra para 2010.

A tentativa de dizimar o principal trabalho do homem do campo vem da incompetência em gerir a coisa pública e pelo medo de enfrentar a organização da população que ainda vive na terra e da terra.

Com foto site Paginadoe

domingo, 22 de novembro de 2009

BOLETIM PARLAMENTAR


Com Felipe Klamt


O deputado Rubens Pereira Júnior tem demonstrado a sua posição com firmeza, competência e principalmente com proposições fundamentadas.
Sabemos que a política é movida por interesses e paixões, lamentavelmente na nossa terra o interesse é a prioridade nas tomadas de posições.

Quando do golpe no poder estadual pelas artimanhas judiciais, muitos, melhor, a maioria pulou a cerca, levando junto o que restava de independência.

Muitos pensaram que o jovem e preparado político estaria pronto para oferecer a sua capacidade ao grupo atualmente no poder, que a todos mandam e que jamais permitem o surgimento de novos lideres.

O Rubens Júnior manteve as suas posições com caráter e coragem, tem expressados seus pensamentos na tribuna da Assembleia Legislativa e nos seus permanentes encontros com as comunidades e segmentos representativos.

O seu papel de representante da nova geração de políticos tem sido fortalecido pelo grande número de propostas solicitadas e respaldadas pela sociedade civil.

Pensando a melhor forma de divulgar as suas atividades políticas foi organizado o Boletim Parlamentar que vem sendo divulgado semanalmente, via internet, pela sua assessoria.

Está sendo trabalhada a divulgação em outros espaços eletrônicos com a intenção de colocarem à apreciação da população os inúmeros projetos apresentados pelo competente deputado, que tem trabalhado para a construção do Maranhão socialmente e economicamente justo para todos.


Com foto Felipe Klamt - Timon - 2009

TERRA DE PRETO

Deputado Domingos Paz
A comunidade do povoado Mato Grosso, no município de Morros (100 km de São Luís), realiza neste domingo, 22, o 1º Seminário de Sensibilização: “Afinal, Mato Grosso é Terra de Preto?”. A mesa dos trabalhos será aberta às 8h da manhã, na Escola João Paulo II, em Mato Grosso, com a participação do deputado estadual Domingos Paz (PSB) e a palestra do professor e sociólogo João Damasceno.

Integrando a programação local da Semana da Consciência Negra, os movimentos sociais e rurais de Mato Grosso vão apresentar questionamentos, propostas e definir estratégias para iniciar o processo de reconhecimento pela Fundação Palmares. Com esse reconhecimento a comunidade passará a receber as políticas públicas do Governo Federal e avançar na regularização dos assentamentos.

De acordo com o organizador, Roberval Sousa Costa, que é filho da terra e militante dos movimentos sociais, esse será o primeiro de três seminários previstos para debater as questões sociais, rurais e principalmente ambientais. O povoado começa a sofrer com os avanços da especulação imobiliária, que já causa impactos negativos e degrada os rios e as matas nativas da região. Após os debates haverá apresentação do Tambor de Crioula de Mato Grosso e de povoados vizinhos.

Com informações da organização do evento

Com foto da assessoria de imagem da ALMA

sábado, 21 de novembro de 2009

FEITO ÁGUA

Com Felipe Klamt

O livro Honoráveis Bandidos, escrito pelo jornalista Palmério Dória, chega esta semana ao primeiro lugar entre os mais vendidos no Brasil.


A constatação vai estar nas revistas Veja e Época e nos jornais Folha de São Paulo e O Globo que pertence à família Marinho, donos da Rede Globo que por sua vez transmite a sua programação para o sistema Mirante que pertence à família tema do livro.

Não temos idéia até quando o livro vai continuar sendo vendido livremente, ninguém ainda não entendeu a estratégia do grupo político em não tentar censurar o livro. No mínimo curioso.

Nesta semana, estive na banca ao lado da lanchonete Bobs, no Renascença, para minha surpresa encontrei alguns exemplares do livro do Palmério colocado em destaque numa prateleira, por pura curiosidade perguntei se estava vendendo muito e o vendedor informou que era a segunda remessa de 60 livros e só havia ainda quatro exemplares. Para demonstrar o seu entusiasmo com a excelente venda disse que o livro estava saindo “feito água”.

Com imagem site Mulher de Fases

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O MARANHÃO CRESCEU

Com Luiz Pedro

O Maranhão foi o Estado nordestino que mais cresceu em 2007, com uma taxa real de 9,1 por cento. A revelação foi feita com a divulgação da pesquisa Contas Regionais 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.
Os resultados de dois anos atrás não foram isolados. O Maranhão teve um crescimento consistente entre 2002 e 2007, segundo a mesma pesquisa. A renda por pessoa passou de 2 mil 637 reais em 2002 para 5 mil 165 reais em 2007, um salto de 95,8 por cento, ou seja, quase o dobro.
O período pesquisado corresponde ao governo de José Reinaldo e ao primeiro ano de Jackson Lago, quando o Maranhão apresentou taxas de crescimento mais elevadas do que o Brasil e do que o Nordeste.
Apesar do avanço durante cinco anos consecutivos, a renda por pessoa do maranhense é a segunda pior do Brasil, estando à frente, apenas, da do piauiense, o que mostra a necessidade de se prosseguir no caminho que vinha sendo seguido pelos dois últimos governos de José Reinaldo e Jackson Lago.
Infelizmente esse ciclo de crescimento foi interrompido com o retorno da oligarquia ao comando do Estado. A mudança nas políticas públicas deverá resultar na volta ao atraso que caracteriza o período oligárquico no Maranhão.
Os resultados da pesquisa do IBGE também desmascaram a propaganda que vem sendo feito pelo governo da senhora Roseana Sarney, que mostra na televisão de propriedade da sua família um Estado que existe apenas no mundo da fantasia.
No Maranhão real, o esforço que foi feito pelas equipes de governo de José Reinaldo e Jackson Lago está sendo destruído pelo governo nascido do golpe judiciário de abril.

Com Repórter-cidadão pela Central de Notícias.

NOVAMENTE FLÁVIO


Flávio Dino é eleito o parlamentar que mais se destaca no combate à corrupção

O deputado federal Flávio Dino(PCdoB) é o parlamentar brasileiro que mais se destaca na promoção da justiça e combate à corrupção.
Esta é a opinião dos internautas que participaram até a meia noite de ontem da eleição para a escolha do Prêmio Congresso em Foco 2009. Flávio Dino recebeu 17.941 votos, seguido do tucano Gustavo Fruet(PR) com 16.326, e do petista Antonio Carlos Biscaia(RJ), que teve 11.965 votos.
Antes de conquistar o primeiro lugar entre os internautas, Flávio Dino foi eleito por 176 jornalistas o 4º melhor deputado do Brasil, em votação realizada na primeira fase do Prêmio promovido pelo site Congresso em Foco.
Exercendo o terceiro ano de seu mandato como deputado federal, Flávio Dino conseguiu ficar entre os melhores avaliados pela terceira vez consecutiva. “Isto é resultado sobretudo de muita dedicação ao mandato que o povo do Maranhão me concedeu”, avaliou o parlamentar ao receber a informação nesta madrugada.
O senador Cristovan Buarque(PDT) e a deputada federal gaúcha Manuela Dávila(PCdoB) dividiram a primeira colocação no categoria geral de melhores representantes do povo no Senado e na Câmara, respectivamente.
Com informação da Secretaria de Comunicação do PC do B - MA
Com foto Felipe Klamt - Congresso do PC do B - MA - 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

COLETIVO DE BLOGUEIROS

Com Felipe Klamt

Os blogueiros independentes de São Luís têm discutido há bastante tempo formas de construirmos uma Rede de Blogs no Maranhão, com o intuito de ampliarmos e fortalecermos esta forma de comunicação.
Em todo Maranhão tem surgido blogueiros sensacionais que utilizam destas páginas eletrônicas para postarem notícias e expressar as suas idéias e de todos que seguem e acreditam neste tipo de comunicação virtual.
Para a nossa surpresa o município de São Mateus, por meio do comunicador Jônatas Carlos, saiu na frente para convocar todos os blogueiros a participarem um encontro no próximo dia 28, no Auditório do Sindicato dos Trabalhadores, daquela cidade.
A programação proposta pela coordenação consta da apresentação do Histórico da comunicação em São Mateus; a discussão do fenômeno dos blogs; a relação entre autoritarismo e liberdade de expressão na era da blogosfera; a influencia dos blogs no meio Político; de como a mídia tradicional está encarando os blogs; sobre como viver de blog (o problogger); o marketing e os blogs e a expansão dos blogs de linha literária.
Com estes temas explosivos e como tudo na nossa terra gira em torno da política não vai faltar debates acalorados. O importante é entenderem que independente da ideologia ou tendência política o encontro tem ser utilizado para a boa convivência entre os blogueiros maranhenses.
Tudo com a proteção de São Mateus.

Com Felipe Klamt
Viva O me Engana

Mais uma vez o governo eletrônico voltou à ativa com sua propaganda “me engana”, o lançamento de três programas numa tacada chamou a atenção dos especialistas políticos.
Hoje, encontrei um experiente militante, daqueles que tem que ter governo para ser contra, que foi logo definindo o futuro destes velhos e manjados programas. Na definição dele o Viva Água veio para desentupir os canos da CAEMA, para ele o maior benefício para a população necessitada não é ficar sem pagar a conta de água é ter o precioso liquido nos canos.
Ele chegou à conclusão que este governo é contra a melhoria de qualidade de vida dos pobres que para serem agraciados pelo programa Viva Luz não podem ter nem uma geladeira para beber uma água gelada vinda do programa Viva Água, se bem que como não tem água nas torneiras para que geladeiras?
A grande dúvida dele está no programa Viva Casa, ele não compreende como podem querer construir casas de alvenaria se os principais personagens deste governo afirmaram que morar em casa de taipa era uma questão cultural e não viam nada demais morar em uma casa de barro e coberta de palha.
Para completar a genial leitura, ele me falou que atualmente a sua maior vontade era ver os dirigentes estaduais fazendo um test-drive numa arejada casa de taipa, consumindo esta água abundante e sendo iluminados pelo “clarão” da luz gratuita. Que vida.

Dois milhões e meios de repúdios

O blog da Luciana Capiberibe informou que durante a I Conferência Estadual de Comunicação do Amapá, os comunicadores presentes aprovaram uma moção de repúdio, vale conferir a matéria:

“MOÇÃO DE REPÚDIO

Existem aqui no Estado do Amapá diversos jornalistas e blogueiros que estão com pendências econômicas na justiça devido a esse tipo de ações judiciais movidas pelo Senador José Sarney. A jornalista Alcinéa Cavalcante deve cerca de R$ 2,5 milhões por ter publicado a foto de uma charge com o símbolo, nascido em 2006, do movimento Xô Sarney criado pela Sociedade Civil. Outros jornalistas e blogueiros do Estado também vivem a mesma situação de ver seus minguados recursos serem bloqueados para pagar pesadas multas impostas pela ação do Senador.

Nós, participantes da I Conferência Estadual de Comunicação do Amapá, vimos por meio desta, manifestar através desta moção, nosso repúdio ao senador José Sarney por patrocinar o cerceamento da liberdade de expressão de blogs e meios de comunicação do Estado do Amapá.”

sábado, 14 de novembro de 2009

TROPA DE OCUPAÇÃO

Com Felipe Klamt

Para uma pessoa delirante, o golpe contra o Governador Jackson Lago já estaria sendo planejado pelo então governador militarmente eleito José Sarney.
Vindo de um histórico de empregos com passagem pelo tribunal de justiça que proporcionou o aprendizado dos tramites possíveis, nem sempre legais, a serem massivamente utilizados durante a sua carreira política.
A fórmula jurídica encontrada para tomar o governo eleito teve ingredientes escusos que somente poderiam ser armados por uma pessoa que sabe como funciona um poder. Em todos os poderes e segmentos temos os profissionais corretos e “aqueles” que estão à disposição da banca de aluguel.
Quantos no Maranhão, melhor, no Brasil, não permitiram que o deputado, governador, senador, presidente e finalmente senador-presidente estivesse determinando as suas carreiras por meio da sua influência?
Muitos. Os que acharam a forma fácil de ser alguém nesta vida aceitando serem dependentes das vontades e estratégias da família permitiram o capaz e astuto político ampliar os seus tentáculos.
Apontam muito o dedo da cobrança para o José Reinaldo, dizendo que como ele aceitou ser do grupo jamais poderia dizer não à submissão, ele mais do que ninguém sabe os preços a serem pagos e tem cumprido o pagamento da fatura religiosamente.
Quando o exercito alemão ocupou Paris, na segunda guerra mundial, surgiu uma resistência formada por homens e mulheres, principalmente jovens, dispostos a enfrentar à tropa de ocupação. Os generais e autoridades de plantão disseram “sim senhor” aos apropiadores das vontades e dos direitos individuais e coletivos, muito parecido com a nossa terra.
A população parisiense ficou calada ao golpe pela força, não havia muito que fazer com tantas autoridades dispostas a mostrar a sua covardia sem a preocupação de estarem para história como vendáveis.
Toda tropa de ocupação tem somente o intuito de dilapidar e usufruir o bem comum, pois sabem que o tempo esta cronometrado para sua retirada e derrocada.
Para os mais delirantes, poderíamos dizer que o então governador, José Sarney, construiu a ponte sobre o Rio Anil para que a tropa pudesse atravessar e ocupar o Palácio dos leões com a missão de devolver o poder a sua filha. Delírios?

Com a arte de Josias de Souza

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SOCIALISMO NO MARANHÃO


Com Ribamar Santana

PSB realiza seminário em Governador Nunes Freire e Pinheiro

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realiza sábado (14) e domingo (15), respectivamente, em Governador Nunes Freire e Pinheiro o seminário “A Construção de um Maranhão Socialista”. Filiados, militantes, parlamentares, prefeitos e vice-prefeitos socialistas de dezenas de municípios das regiões do Alto Turi e Baixada Maranhense participarão do evento.
O ex-governador José Reinaldo Tavares, o deputado federal Ribamar Alves, o presidente do PSB do Maranhão, ex-deputado federal José Antonio Almeida, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Tavares, e o deputado estadual Domingos Paz, que são as lideranças socialistas de maior expressão no estado, coordenarão os trabalhos do seminário.
A conjuntura nacional, o Maranhão que queremos, fortalecimento dos segmentos de base do PSB no estado, o histórico do movimento sindical rural do Maranhão e sua relação com o poder público e a trajetória da pobreza no Estado do Maranhão são os temas que os socialistas vão debater.
“Este é o quarto seminário que realizamos dentro do cronograma de ação que estabelecemos e os resultados têm sido muito positivos. É uma oportunidade ímpar de o partido discutir os grandes temas nacionais, estaduais e aumentar sua coesão interna para os embates eleitorais futuros”, explicou José Antonio Almeida.
A ex-prefeita de Governador Nunes Freire, Maria Regina Costa Bastos, vai recepcionar os socialistas, no clube Coqueiro Verde, e fazer uma palestra sobre os indicadores sociais e econômicos desse município.
Em Pinheiro, o seminário será realizado na Câmara Municipal de Vereadores, e contará com a presença de socialistas de mais de 20 municípios da Baixada Maranhense.


Com a Secretaria de Comunicação do PSB/MA

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

VAMOS DE ROBERTO ROCHA - AVESSO

Com Roberto Rocha

Com Avesso do Avesso

A pior coisa que têm os maus costumes é serem costumes”, dizia o padre Vieira. Não tanto por serem maus, que estes mudam, mas pela capacidade de se acostumarem.
Mais triste que as cenas de incivilidade que São Luís assistiu na última quarta-feira, no que seria o simples lançamento de um livro, foi a encenação feita para justificar o deplorável espetáculo.

De um blog, cevado na oligarquia, ouvimos que “não deixa de ser uma provocação o lançamento do livro em São Luís ”. Vejam bem: o lançamento de um livro sobre um político maranhense não poderia acontecer na capital do Maranhão! Não estamos falando de um ato realizado no portão da família Sarney, ou mesmo em praça pública. Trata-se de um evento realizado em espaço privado, em entidade sindical, de responsabilidade pública, com ampla divulgação.
Não poderia haver ato falho mais escancarado: toda a cidade de São Luís é território privado de uma família. É, por assim dizer, o quintal deles, que demanda alvará para se ter acesso. Do contrário, é ato de provocação insultuosa contra o qual se insurgem, como de costume, os estafetas da honra alheia, sempre de prontidão para as suas seletivas indignações.
Do gesto em si, perpetrado por um grupo de jovens, temos a compreensão que sempre nos merecem os mais jovens. A rebeldia, o arroubo, quem pode atirar a primeira pedra? Mas o Maranhão deve ser o único lugar do mundo em que a insurreição juvenil é em defesa do status-quo. No mundo todo, a contestação da juventude se identifica com os ideais libertários, a solidariedade, o respeito às diferenças, a denúncia das iniqüidades. Só aqui erguem-se barricadas para defender a Bastilha, para proteger Luís XVI e Maria Antonieta.
E mais uma vez, para nossa vergonha perante o país, arma-se uma ficção em nome do direito de livre expressão, como se os agredidos fossem os agressores. Curiosa interpretação da liberdade, justamente por aqueles que sempre a desprezaram. Em nome de que princípio pode-se defender o direito de quem quer que seja entrar em um recinto privado e insultar os presentes? Não aprenderam a valiosa lição do juiz Holmes, da Suprema Corte americana, que em 1919 formulou de maneira lapidar a pergunta sobre que lei protegeria um homem que falsamente gritasse ‘fogo!’ num teatro fechado, provocando pânico? Com essa sentença delimitou o direito à liberdade de expressão como um meio para a descoberta da “verdade política”, não um álibi para a ação inconseqüente.
Chegam agora ao absurdo de acusar, vejam que conveniente, um adversário político combatente como o deputado Domingos Dutra. Logo ele, um lorde da política, em quem até mesmo os adversários reconhecem a lhaneza no trato e a lealdade no enfrentamento.
Assim é o Maranhão. Aqui os derrotados governam, os agressores prestam queixa, os opressores reivindicam liberdade, os censores proclamam o direito à expressão, os oligarcas se vangloriam da democracia, os empregados defendem a honra dos patrões, os jovens lideram o reacionarismo. Somos mesmo o avesso do avesso.
Como diria o padre Vieira, o que mais ofende é a força dos costumes, que vão se naturalizando e, no nosso caso, passando para o Brasil a imagem de um Estado completamente irreal, uma galápagos política, como disse o governador Jackson Lago.
Curioso é notar que tamanha insensatez acabou por ter o efeito inverso do que desejavam os insensatos. Chamaram a atenção para um evento que deveria durar algumas horas e que agora perdurará em blogs nacionais, em sites de relacionamento, nas rodas de discussão, ampliando potencialmente os efeitos do livro que já desponta entre os mais vendidos do país.

Com foto Felipe Klamt - Timon 2009

GRUDE QUE NÃO GRUDA


Com Jhonatan Almada

Antes que Rosengana diga que foi ela

O Governo Roseana Sarney anda assumindo a paternidade ou a maternidade de tudo o que não tem capacidade de fazer e o que é feito pelos outros, devido a ausência de projetos alternativos ou inovadoras, como o relançamentos dos velhos "Viva's" comprova. A base "propositiva" do governo ilegítimo de Roseana Sarney é no rés do chão, pois desprovida de perspectivas e conteúdo, distante dos reais problemas do Maranhão e de sua sociedade. Não se faz governo com mídia.
A derrubada do Governo Jackson Lago, deixaria "órfãos", caso se compreenda nisto, o não beneficiamento dos filhos, filhas, agregados e agregados da família Sarney, posto que a emancipação e a constituição de uma nova camada política no Maranhão, implica na orfandade das "famílias" historicamente beneficiadas nos esquemas da oligarquia.
O sentimento de saudade está intimamente relacionado ao que acabou, aos acontecimentos felizes que raramente se repetem. Não se sente saudade do que não foi completo, do que foi interrompido, pelo contrário, o grande sentimento que mobiliza o conjunto das forças vivas que buscam a transformação da realidade abastardada do nosso Estado é o de luta pela reconquista do poder, não somente do governo.
Sem mais delongas abaixo vejam o relatório dos empreendimentos articulados pelo Governo Jackson Lago, com as respectivas datas dos protocolos empresas-governo, certamente as cópias desses documentos devem ter "sumido" dos arquivos da Secretaria da Indústria e Comércio dos de "volta ao trabalho":

Terminal de Grãos do Maranhão – TEGRAM - Edital de Construção Lançado em agosto 2008;
Usina Termoelétrica do Maranhão - UTE - Protocolo e termo de compromisso assinados em Junho de 2007;
Refinaria Premium I - Protocolo de entendimento assinado em Junho 2008;
ZPE (Zona de Processamento de Exportação) em Bacabeira - Projeto enviado ao Ministério em Março 2008;
Companhia Siderúrgica do Mearim – CSM - Protocolo e Termo de Compromisso assinados em Março 2008;
Terminal Portuário do Mearim - Protocolo e Termo de Compromisso assinados em Março 2008;
Suzano Papel e Celulose - Protocolo assinado em julho 2008;
Gusa Nordeste Usina Siderúrgica - Protocolo assinado em Maio 2008;
Complexo Avícola NOTARO - Protocolo assinado em agosto 2008;
Industria de Alimentos - Massas Alimentícias - Protocolo assinado em Fevereiro 2008;
PRIO Agricultura e Extração - Protocolo assinado em Outubro 2008;
Estaleiro Naval - Protocolo assinado em Julho 2008;
Verticalização Indústria do Alumínio - Empresa Copperfio - Protocolo assinado em Março 2009.
Com foto Vaspexnete

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LULA NO MARANHÃO

Com Felipe Klamt

Não sei, não quero ver, não quero saber.
Não sei nem quem sou!!!???

Com arte do site Dom Total

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EM TECNICOLOR


Com Felipe Klamt

Parece que vamos ter uma nova película política.
A Livraria da Folha informou que o rolo já está na velha máquina para registrar toda a trajetória do senador José Sarney. Apesar de contar com um filme do cineasta Fernando Barbosa Lima, o lendário político quer um documentário que conte a sua história com o seu formato.
O lançamento estaria sendo programado para o mês de maio de 2010, data em que completa 80 anos. Proprietário de dois feudos eleitorais e de um presidente refém, o senador tenta contratar o cineasta Silvio Tendler que filmou os documentários sobre João Goulart, Juscelino Kubitscheck e está filmando a bela carreira do Tancredo Neves. Políticos que deixaram como marca o respeito pelo povo e os seus documentários foram feitos após sairem da vida e entrarem para a história.
Com foto site Esquina do Tempo

VAMOS DE FREI BETO - MILITANTE


Com Frei Beto

Dez conselhos para os militantes da esquerda

1. Mantenha viva a indignação


Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda encara-a como uma aberração a ser erradicada.
Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.


2. A cabeça pensa onde os pés pisam

Não dá para ser de esquerda sem "sujar" os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.


3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo

O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.
O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.


4. Seja crítico sem perder a autocrítica

Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros(as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco do olho do outro, mas não o camelo no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.
Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos(as) companheiros(as).


5. Saiba a diferença entre militante e "militonto"

"Militonto" é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.
O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.

6. Seja rigoroso na ética da militância


A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo - a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.
Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.
O verdadeiro militante - como Jesus, Gandhi, Che Guevara - é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.


7. Alimente-se na tradição da esquerda

É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, "voltar às fontes" para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto)biografias, como o "Diário do Che na Bolívia", e romances como "A Mãe", de Gorki, ou "As Vinhas de Ira", de Steinbeck.


8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles

Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.
Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.


9. Defenda sempre o oprimido, ainda que aparentemente ele não tenha razão

São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.
Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.
A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres


10. Faça da oração um antídoto contra a alienação

Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.

Com foto Memória Viva

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

VAMOS DE VIDIGAL - RECOMEÇOS


Com Edson Vidigal

Não custa nada captar pelo espelho do retrovisor, numa olhadela do ainda há pouco, o restante da poeira.
O passado hoje, quando muito, é uma foto em sépia, retrato novo de cobranças antigas e recentes.
Estaríamos menos sobrecarregados agora se com os relógios e as agendas que tivemos à mão tivéssemos sido mais atentos às insistências do calendário.
O tempo não pára. Quem disse isso escrevendo foi Aldous Huxley, grande inspirador de Cazuza e Zé Ramalho, de Admirável Gado Novo.
A estrada é a mesma da viagem interrompida e no recomeço agora temos a favor um pouco mais do que a coragem e a cara.
O conhecimento melhor das coisas é para não se deixar enganar. A experiência enriquecida com o que deu certo e encouraçada com os enganos e as enganações são para a gente nunca mais bancar o besta.
Essa vontade de ser livre, de viver livre, tem tudo a ver com o pé na estrada. É ensaiar-se alguma amarra e a reação é seguir adiante.
Imagine no cenário disso um povo inteiro.
Ninguém é obrigado a se submeter a ordens tendenciosas emitidas para beneficiarem os que se mantém na vilania sob a proteção das leis injustas.
Henry Thoreau, o inspirador de Ghandi, de Martin Luther King e de Nelson Mandela, defende o direito à revolução, ou seja, o direito de se negar lealdade e de se oferecer resistência ao governo sempre que se tornam grandes e insuportáveis a sua tirania e a sua ineficiência.
O anacronismo que reveste a decadência e a crueldade dos nossos dias está como aquela coisa madura do general da banda, coisa madura que não cai, mas futuca por baixo que ele cai...
Maribondos de fogo nem abelhas rainhas em suas selvagerias nos farão arredar da jornada.
No quintal da infância, quando a gente dava conta de que os maribondos depois de se fartarem nas flores das laranjeiras e dos mangueirais ainda se camuflavam entre os galhos em suas quase invisíveis moradas, esperávamos chegarem às noites.
Era só um molambo embebido em óleo queimado fazendo fumaça e fogo na ponta de uma vara enroscando as moradas e pronto - estávamos conversados.
Assim também agora com essas intimidações contra o nosso recomeço.
As armas de destruição em massa da vontade inteira da maioria de um Povo que usaram na manipulação da boa fé de juízes se voltarão contra eles, definitivamente, antes da travessia do próximo arroio na jornada.
Não é possível tornar a pessoa humana menor ainda do que tem sido na sua dignidade, no seu direito de viver livre.
Os déspotas se nutrem do ódio enrustido que dissimulam em suas adulações sazonais às certas camadas populares que aprisionam e vitimam.
Assistir a essas mazelas todas e não reagir, é concordar. Ver de perto os grilhões invisíveis acorrentando um povo inteiro à miséria visível e não fazer nada é assumir a cumplicidade.
Saber que essa gente que apanha no tabefe da dependência deles é mantida surda porque só escuta a mentira das rádios e das televisões deles e é mantida cega porque continuam lhe confinando no curral da morte cívica do analfabetismo, é ter que fazer de todo dia e de toda noite um interminável recomeço.
Uma guerra de guerrilha com as metralhadoras do verbo e as emboscadas das ações inteligentes para só terem fim quando a humanidade local, enfim, alcançar a certeza de que o mundo, afinal, está definitivamente livre deles.
Como na Romênia de Ceauscescu, não será preciso tanto.

Com foto Felipe Klamt - Timon 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

OS BÁRBAROS NÃO AMAM

Com Felipe Klamt

Vivemos momentos difíceis, lutamos com forças quase impossíveis e sempre pensamos que “eles” não são capazes de cometer tamanhas barbaridades.
Não temos medo dos atrevimentos, temos que estar alertas para as artimanhas. Os covardes sempre tentam surpreender, os com a decisão coletiva sempre reagem para não permitir a tomada de espaços.
Os fatos ocorridos no lançamento do livro verdade Honoráveis Bandidos estão registrados na história do Maranhão.
Nada expressa melhor a realidade do que registros fotográficos.
Vejam algumas fotos que demonstram a vitoriosa noite de lançamento. As agressões ficam mais uma vez por conta deles.

FOTOS HONORÁVEIS BANDIDOS

Clique na foto e vejam o albúm

Com fotos Felipe Klamt

terça-feira, 3 de novembro de 2009

GRAVE DENÚNCIA

Com Mayron Régis

OS PREJUIZOS DA REFINARIA PARA AS COMUNIDADES TRADICIONAIS

Os moradores da comunidade de Salva Terra, município de Bacabeira, o Fórum Carajás e a Associação Agroecológica Tijupá vem, por meio desta carta, denunciar que o governo do estado do Maranhão, na figura da Secretaria de Indústria e Comércio, e a Petrobrás, na figura da Elabore, empresa de relações públicas, pressionam a comunidade de Salva Terra para que aceitem os termos de remanejamento propostos pelo governo do estado.
No inicio de setembro de 2009, funcionários da Secretaria de Indústria e Comércio e do Iterma deram menos de vinte dias para que os comunitários arrumassem seus pertences porque o governo do estado iria entregar a área á Petrobrás que pretende construir uma refinaria de petróleo no município de Bacabeira. Sob efeito da pressão do governo do estado procuraram o Fórum Carajás para que fosse feita uma denúncia formal da falta de informações a respeito da desapropriação da área pelo governo, do pagamento da propriedade e pela intimidação por parte dos funcionários do Estado.
Como disse Herberth Botentuit, o governo do estado queima todas as etapas do licenciamento pensando nas eleições de 2010 e a Petrobrás se finge de morta porque o ministro das Minas e Energia é seu Edson Lobão. Com a proximidade das audiências públicas, a pressão aumenta para que os moradores se retirem da área de 400 hectares no rumo de duas possíveis áreas. Ambas apresentam problemas porque em uma delas já mora muita gente e a outra não serve para nada. As famílias se sustentariam com a doação de um salário mínimo por seis meses. A outra questão que pega é que em setembro os funcionários da Secretaria de Indústria e Comercio proibiram os moradores de Salva Terra de plantarem e depois de quatro meses ninguém responde a pergunta: quem vai ressarcir por esses quatro meses. Na quarta-feira o governo do estado volta à Salva Terra com a intenção de obrigar os moradores à assinarem o acordo. Eles querem evitar que as audiências em Bacabeira, Rosário, Santa Rita e São Luis, com pouca divulgação, diga-se, transformem- se em cavalos de batalha no processo de licenciamento e a situação de Salva Terra pode ser um desses cavalos.
Outro cavalo de batalha é que a refinaria vai incidir diretamente sobre o rio Itapecuru. Cadê os estudos sobre o rio e a fauna aquática? A comunidade de São Miguel, município de Rosário, já prepara uma audiência com as associações de toda a gleba para discutir os possíveis impactos da refinaria e tirar um documento a respeito desses impactos.

Como assessor de comunicação Fórum Carajás

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

2010 - ARRUMA A MALA


Com Felipe Klamt

A campanha de 2006 foi marcada por embates de idéias, combates físicos e pela decisão do povo na hora de votar. Fomos às ruas, pedimos licença para entrar nas casas e pregar as nossas bandeiras.
Muitos participaram por decisão política, outros, como eu, pelo sonho de podermos construir um espaço coletivo, de restaurar o direito individual. Podemos dizer que o grupo político que tomou o poder quer vivamos pelas suas vontades, quando não concordamos com estes senhores e sinhazinhas somos taxados de inconvenientes, radicais e problemáticos. Daquele tipo que somente tratamento de choque ou internação pode resolver.
Passei por muitas agruras, os nossos companheiros também, vencemos aquela campanha pela liberdade. O dia era 29 de outubro.
Ontem, participamos da comemoração do aniversário do governador Jackson Lago. Muitos discursos, braços estendidos, abraços, emoções. Uma confraternização de amigos. Independente de pensamentos políticos.
Da conquista do pleito passando pela maldade da cassação, tudo está registrado na nossa mente, não com ódio, mas como decisão de que vamos continuar construindo déias com a população. Delírios?
Então, muitos estão delirando.
Temos muito que organizar para 2010, não podemos e não devemos viver de passado. Somente gostaria de registrar uma cena solitária de um eleitor que fui testemunha na comemoração do dia da vitoria em 2006, quando estávamos em cima de um trio elétrico andando pela cidade e sempre passava um carro puxando uma mala velha e no vidro estava escrito “arruma a mala”.

Com foto Simexweb