sábado, 17 de outubro de 2009

1966, ALMAS QUE CHORAM

Com Felipe Klamt

Tristeza, por favor vá embora/Minha alma que chora/Está vendo o meu fim/Fez do meu coração a sua moradia/Já é demais o meu penar/Quero voltar a aquela vida de alegria/Quero de novo sonhar.
Estamos no ano de 1966, precisamente no dia 31 janeiro.
Os eleitores de São Luís iriam assistir a posse do novo governante do Maranhão, José Sarney, com uma esperança que estava no semblante da população. Glauber Rocha com a sua câmera acredita neste momento.
Esta cena já foi falada, vista, revista, confirmada e infelizmente vivida por mais de 40 anos pela população que na época estava pobre, hoje miserável.
Por ironia, poucos dias depois da posse chega o carnaval trazendo a música “Tristeza”, o grande sucesso de Niltinho e Haroldo Lobo.
Lendo a letra da música, ficamos a pensar: Será que era um prenúncio?

Com dados do livro Honoráveis Bandidos – Palmério Dória
Com foto do site Ridetudo

2 comentários:

Ítalo Gustavo Leite disse...

Acabei de asssistir uma entrevista do IVAN CARDOSO em que de passagem ele disse que Glauber era um reacionário. Era um terror para os jovens cineastras.
Glauber foi gênio. Mas errou também. Aliás, não que não cometa. Grandes homens cometem grandes burradas.
Acesse notasjudiciosas.wordpress.com

Cleo Freitas disse...

Fui a Santa Ines para ver-lhe falar sobre essporte., cultura e lazer, pena que vc não foi... um abraço...